Contabilidade para arquitetos: 3 coisas que você precisa saber

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Não importa se você possui um grande ou pequeno escritório de arquitetura, se está em início de carreira ou possui mais experiência. Existe um assunto que é fundamental para que o seu empreendimento tenha sucesso: a contabilidade para arquitetos.

Quando bem realizada, é possível economizar com impostos, ter a certeza de atuar dentro da lei e ainda manter a saúde financeira do seu negócio, permitindo que ele cresça e alcance novas metas.

Nós sabemos, porém, que esse é um assunto que gera muitas dúvidas e até receio em alguns profissionais. Por isso, trouxemos 3 dicas importantes de contabilidade para arquitetos que vão ajudar você nessa trajetória. Confira!

1. Os Regimes Tributários possíveis

Uma das principais dúvidas de quem está planejando abrir o seu escritório de arquitetura é saber em qual regime tributário a sua empresa se enquadra. Hoje, no Brasil, é possível optar entre 3 possibilidades, sendo elas:

Lucro real

É indicado para aqueles escritórios de grande porte. Nesse regime, os impostos são pagos com base no Lucro Real, sendo eles: Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição para o Programa de Integração Social (PIS), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), e Contribuição Social sobre o Faturamento (Cofins).

Além disso, também devem ser pagos encargos relacionados ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Lucro Presumido

O valor a ser tributado é determinado de acordo com a receita bruta, com o uso de alíquotas variáveis. O limite da receita bruta, para esse regime, é de R$ 78 milhões. Os impostos recolhidos são: o INSS e o FGTS sobre a folha de pagamento (somente se existirem ), o PIS, o Cofins, o IRPJ e o CSLL.

Vale destacar que as empresas enquadradas nesse regime não podem se beneficiar com os créditos do PIS e Cofins, já que estão fora do sistema cumulativo.

Simples Nacional

É uma nova possibilidade de tributação desde janeiro de 2015 e destina-se às micro e pequenas empresas com receita bruta anual máxima de R$ 3,6 milhões. O Simples Nacional possui alíquotas baixas e ainda oferece uma carga tributária reduzida.

2. Como escolher o melhor regime para o seu escritório

Apesar de parecer tentador em um primeiro momento se enquadrar no Simples Nacional, nem sempre ele pode ser mais vantajoso. Isso porque, dependendo da sua receita bruta anual, é possível ter abatimento nos impostos e outras vantagens cumulativas.

Se você possui funcionários, também é importante pensar em qual regime oferece descontos mais interessantes. Nesse caso, dependendo da sua renda bruta anual, o Simples Nacional pode ser mais interessante por oferecer possibilidades de redução na carga tributária.

Outra possibilidade é se enquadrar como “construtora”, caso você também execute obras, além dos serviços de projetos e engenharia. Mas, somente um contador especializado poderá lhe orientar sobre o melhor regime para você.

3. Os impostos e os profissionais autônomos

Os autônomos também estão sujeitos a pagamentos de impostos e por isso devem ficar atentos. Em geral, esses profissionais utilizam-se do Recibo de Pagamento Autônomo (RPA) que é emitido pelo contratante. Com esse documento, o profissional poderá prestar serviços a pessoas físicas ou empresas e também contratar outros profissionais.

Os principais tributos que incidem nesse caso são o ISS, o INSS e o Imposto de Renda. Lembre-se que erros na contabilidade para arquitetos podem trazer problemas e multas em casos de falta de envio de arquivos à Receita Federal, processos trabalhistas por pagamentos indevidos aos funcionários e até endividamentos e falência.

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