Paulo Mendes da Rocha: conheça a obra do arquiteto brasileiro consagrado em todo o mundo!

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A graça de uma cidade está justamente no fato de ela existir antes mesmo de ser construída: “Ela nasce do desejo dos homens de estarem juntos”. Com essa citação, podemos definir o trabalho do arquiteto Paulo Mendes da Rocha, premiado recentemente com a Royal Gold Medal 2017 do Royal Institute of British Architects (RIBA), o terceiro prêmio internacional concedido ao arquiteto só esse ano.

Conheça mais sobre a obra desse renomado arquiteto no post de hoje!

A trajetória de Paulo Mendes da Rocha

Em 2006, Mendes Rocha recebeu o maior prêmio da arquitetura internacional, o Pritzker Prize. Ele foi o primeiro brasileiro a receber o prêmio desde Oscar Niemeyer, em 1988, e o júri evidenciou exatamente essa característica nas obras do arquiteto: sua obra modifica a paisagem e o espaço, atendendo tanto as necessidades sociais e estéticas do homem. Na avaliação dos jurados, a obra de Mendes da Rocha revela uma permanente busca de harmonia entre a arquitetura e a natureza enquanto forças congruentes.

Nascido em Vitória em 25 de outubro de 1928, o arquiteto e urbanista formou-se na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo. Lecionou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), local onde o paradigma do pensamento estético, principal característica da Escola Paulista de arquitetura brasileira, era muito difundido.

Segundo suas próprias palavras, Mendes da Rocha foi criado vendo a engenhosidade do mundo. O avô, Francisco Mendes da Rocha, dirigiu o serviço de navegação do Rio São Francisco e a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

Seu pai, grande engenheiro, tornou-se um respeitado professor na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Mendes cresceu acreditando que o homem poderia intervir na natureza de forma criteriosa: “A primeira e primordial arquitetura é a geografia”, disse ele.

Junto com João Batista Vilanova Artigas, influenciou gerações de jovens arquitetos e artistas, causando, em 1969, a cassação dos direitos políticos e o afastamento de suas funções pela ditadura militar, podendo voltar a sua função apenas em 1980.

A obra e visão

A obra de Mendes utiliza o concreto aparente em toda sua extensão, estruturas racionais em grandes espaços abertos e outros elementos típicos da “Escola Paulista”. O arquiteto é o idealizador de projetos polêmicos que constantemente dividem opiniões mesmo entre a crítica especializada. Exemplos disso são os projetos do do Museu Brasileiro da Escultura e do pórtico na Praça do Patriarca, ambos em São Paulo — local onde passou a maior parte de sua vida.

Lord Palumbo destacou que o mundo se influenciou pelos edifícios monumentais construídos com materiais simples, e pelo fato de que Mendes criou uma “arquitetura guiada pelo senso de responsabilidade aos habitantes de seus projetos, assim como por uma sociedade mais abrangente”, que usa a excepcional economia para entregar uma arquitetura de profundo engajamento social.

A Obra de Paulo Mendes da Rocha tornou a arquitetura paulista mais refinada e a integrou ao ambiente a sua volta. Ele criou espaços internos e externos que se relacionam permanentemente, tornando a integração socioambiental um elemento central.

Afirmando o Movimento Moderno, Mendes propôs uma sociedade fundada na Justiça Social, onde todos os indivíduos devem se comunicar de modo prazeroso dentro da diversidade cultural, com ética e estética, mas ainda de forma austera e séria.

Prêmios e condecorações

Além dos já citados Pritzker Prize e da Royal Golden Medal, Mendes já recebeu as maiores condecorações pelo conjunto de suas obras, como o Prêmio Leão de Ouro na Bienal de Veneza e o Prêmio Imperial do Japão.

Entre outros de seus principais trabalhos estão a reforma e modernização de um antigo prédio no Rio de Janeiro para o centro cultural Daros Center, a Residência dos Mendes da Rocha e o Centro Cultural da Fiesp, o Museu dos Coches em Lisboa.

A obra de Paulo Mendes da Rocha é independente e marcada por uma identidade forte e pessoal. Contribuiu para a formação de uma arquitetura de caráter brasileiro, mas também de valor universal, sem limites, o que seduziu toda uma geração a criar uma nova estética, levando o nome do Brasil ao mundo da arquitetura mais uma vez.

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