Qual a diferença no trabalho do arquiteto e do design de interiores?

O aumento de demanda por soluções que conciliem estética e funcionalidade tem feito crescer, também, o interesse por algumas carreiras desse segmento. Entretanto, muitos ainda confundem algumas delas, como o arquiteto e o designer de interiores. Essas são atividades com vários pontos em comum, mas que não totalmente equivalentes.

Você sabe a diferença entre as duas profissões? No post de hoje, confira 4 delas que separamos para você:

1. Formação

Para se tornar um designer de interiores, você possui mais de uma alternativa de nível de formação. Há bons cursos técnicos na área, por exemplo, ou a opção pelo ensino superior: você pode escolher entre o bacharelado e uma modalidade de duração mais curta e grade curricular menor, o tecnólogo.

No caso do arquiteto, é obrigatória a graduação em Arquitetura e Urbanismo, a nível de ensino superior.

2. Escopo de atuação

A Arquitetura envolve desde projetos de edificações, cálculos estruturais e avaliações topográficas ao planejamento de paisagismo e urbanismo das áreas externas dos prédios, por exemplo.

O arquiteto pode também — principalmente ao atuar na área corporativa — planejar os espaços de trabalho. Além disso, tarefas como definir materiais a serem usados e supervisionar obras estão igualmente em seu escopo de atuação.

O designer de interiores, como o próprio nome sugere, projeta, planeja, e decora os ambientes internos, de forma a conciliar beleza e funcionalidade. Este profissional se ocupa com o mobiliário, acessórios e acabamento, cuidando de aspectos como composição e harmonia.

Para atingir verdadeiro sucesso na área, é necessário o domínio de normas técnicas (como, por exemplo, as relativas a ergonomia), além de alto senso estético.

3. Atribuições legais

A atividade do arquiteto é amparada pelas normas regulamentares do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU), criado pela Lei Federal em 2010. Para toda e qualquer obra sobre seu comando, é necessária a emissão de um Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), com clara definição de suas atribuições e dados do projeto.

Por isso, alterações na execução de qualquer obra que podem impactar na própria edificação ou em seu entorno, por exemplo, precisam passar por uma avaliação. Afinal, muito está em jogo!

O designer de interiores, na contramão, não possui esse nível de responsabilidade legal. Dessa forma, é fundamental que haja um bom diálogo desse profissional com o arquiteto para que, dessa forma, qualquer transtorno possa ser evitado.

4. Demanda do mercado

A Arquitetura e o Design de Interiores são atividades que se complementam, mas os cenários econômicos do país podem impactar — positiva ou negativamente — o mercado de cada uma das áreas.

Infraestrutura; habitação; mobilidade: todas essas são demandas continuamente crescentes das cidades e, principalmente em momentos de maior investimento público, tendem a abrir oportunidades para o trabalho do arquiteto.

O designer de interiores age de forma posterior ao trabalho exercido pelo arquiteto, ou seja, em um segundo momento. Ainda que seja um pouco menos beneficiado por políticas do setor público, ele pode contar com a demanda por bem-estar e qualidade de vida em certos segmentos da sociedade;

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