Saiba mais sobre o movimento da Arquitetura Brutalista

Arquitetura-Brutalista-blog

O concreto mais exposto que nunca: essa é a principal característica da arquitetura brutalista. Conheça mais sobre o estilo arquitetônico que ficou popular no século 20 na Europa e tem importantes representações em todo o mundo.

A expressão “brutalismo” deriva do termo “béton brut”, que pode ser traduzido por “concreto bruto”, relevando a origem francesa do estilo. Foi um dos mestres da arquitetura moderna, Le Corbusier, que batizou a expressão e deu forma a ela em obras como a Unidade de Habitação, em Marselha, em meados do século 20. O cenário mundial da época é o pós- Segunda Guerra, e o uso de materiais econômicos e arquitetura funcional contribuíram para a reconstrução de cidades europeias. Mesmo assim, muitos não aprovam a estética do estilo brutalista, enquanto outros defendem que a escola vai além de um conceito arquitetônico, representando uma militância política ao criar espaços abertos, favoráveis a grandes manifestações.

Suas principais características são o uso do concreto armado em construções de grande porte, angulosas e despojadas, deixando aparente o esqueleto de concreto sem qualquer tipo de acabamento. Dessa forma, ressaltam-se os desenhos impressos pela madeira utilizada na armação, com pilares e vigas à mostra.

Outro aspecto característico é a praticidade das obras. Com a proposta de facilitar a locomoção entre os cômodos e a organização, os objetos devem ficar sempre à mão, com uma disposição bastante planejada.

Grandes representantes

Como foi comentado, a primeira obra a imprimir o estilo brutalista foi a Unidade de Habitação de Le Corbusier. Depois disso, a tendência teve forte expansão nos anos 70 em todo o mundo, sendo possível identificar obras características dessa arquitetura em diversas localidades.

Veja alguns exemplos:
– Nos EUA:
Quartel-general do FBI de Washington;

Biblioteca da Universidade da Califórnia;

Prédio do Governo Central de Orange County, em Nova Iorque.

– No Canadá:
Complexo Habitat 67, em Montreal (146 residências);

Biblioteca da Universidade de Toronto.

– Na Europa:
Hospital Klinikum Aachen, na Holanda;

Torre Trellick, no Reino Unido (31 andares);

Torre Genex, na Sérvia (35 andares);

Igreja Wotruba, na Áustria.

– Na Ásia:
Edifício do Parlamento de Bangladesh;

Centro Cultural Nichinan, no Japão.

No Brasil, a primeira obra brutalista foi inaugurada no Rio de Janeiro, com o Museu de Arte Moderna, mas logo depois São Paulo recebeu a Faculdade de Arquitetura na Cidade Universitária. Na capital paulista, as obras estão por toda parte, em obras que são verdadeiros ícones da cidade, como o prédio do MASP, o SESC Pompeia, o Ginásio do Clube Paulistano, o MuBE, o Centro Paroquial São Bonifácio, o Condomínio Central Park (Ibirapuera), o Ministério Público Federal, a Igreja de Vila Madalena e a Estação Armênia. A nova geração revisita a escola imprimindo nova personalidade às obras, como pode ser percebido na Praça das Artes, que fica no centro de São Paulo.

Certamente existem vários outros exemplos da arquitetura brutalista, mas foram citados alguns dos mais conhecidos. E você, lembra-se de outra obra que representa essa escola? Consegue perceber a influência desse estilo em suas obras? Sinta-se à vontade para deixar seus comentários.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *